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De volta ao silêncio
que entoa profundo, perdido
entre as paredes de ilusão
e a imagem voraz que tento esquecer.
É o silêncio que move as
águas do deserto imaginado
lento serpentear do sonho, miragem
reflexo a esmorecer no quase noite.
Agora, no longo imaginar solitário
tudo é imóvel e pouco nítido
até o escuro se desfigura
quando fecho os olhos e imagino as formas
pouco precisas do que sinto.
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