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Revejo o chamamento do
mar
agora que partiste para longe
nesse caminho em direcção ao bosque
refúgio sem tempo de acabar
A sombra imperiosa da
lembrança
recolhe-se nas pétalas do silêncio
poderosa imagem desfalecida de um ser
que sonha ainda com o mar
Sinto a inquietude
branca do pensamento
o sopro das vozes e o olhar dos espíritos
sob a chuva morna dos lamentos
que povoam a indefinida noite
Queria
partir também
cruzar o bosque
esse infinito recanto onde repousas
coberta pelas folhas da memória
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