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Razão
esquecida
um
labirinto de palavras
atravessa o pensamento,
a fronteira entre o possível
e tudo o que não existe.
Há o abismo ao fundo e a sombra no ar
após o levedar dos tons escuros
que agora corrompem o céu
que parece cair sobre as árvores já cansadas.
Pressinto as folhas tombadas no chão,
amolecidas pelo calor que agora partiu
envolvidas pelo vento
no início da viagem,
perdidas no seu regresso à terra...
O verde é apenas uma lembrança
os tons castanho-avermelhados uma certeza
camuflando o chão húmido e perfumado.
O meu pensamento também expirou
partiu em busca da razão
mas não a encontrou,
não existe a razão que procuro
descobri isso entre palavras vagas
e a luz ténue de um final de tarde encantado...
E agora o que resta dessa procura? O sonho!
Revolvo agora as folhas moribundas
que povoam a alameda dos plátanos
amanhã voltará o verde
essa é a certeza que brotou da minha procura.
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